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7 em cada 10 carros no Brasil andam sem seguro. O que acontece quando um deles bate no seu?

Foto do escritor: Renan Batista
Renan Batista
13 de jul.
3 min de leitura

Dados da FenSeg com base nos registros da Secretaria Nacional de Trânsito mostram que apenas 27,8% da frota total de veículos no Brasil contava com seguro em dezembro de 2025. Isso significa que mais de 70% dos carros que circulam nas ruas e estradas brasileiras estão completamente desprotegidos e que a probabilidade de se envolver num acidente com um veículo não segurado é muito maior do que a maioria das pessoas imagina.

Esse dado tem uma implicação direta para quem tem seguro: parte do valor do prêmio que você paga todo ano existe justamente para cobrir danos causados por terceiros sem cobertura. A cobertura de danos a terceiros e a proteção contra colisão com veículo não identificado ou sem seguro existem por um motivo concreto: o mercado brasileiro de seguros opera num ambiente onde a maioria dos veículos está desprotegida.


Por que o brasileiro ainda resiste

O argumento mais comum é o preço. O seguro auto é percebido como caro e para uma parte da população, de fato é. Mas a conta muda quando você coloca o custo real de um acidente sem cobertura na balança.

Um para-choque traseiro de SUV popular pode custar entre R$ 3.000 e R$ 8.000 em funilaria e pintura. Uma lataria amassada, vidro quebrado e airbag acionado podem passar de R$ 15.000. Um acidente com danos físicos a terceiros pode gerar ações judiciais que comprometem patrimônio por anos. Para quem financia o carro, e mais da metade dos veículos novos comercializados em abril de 2026 foi adquirida por financiamento, segundo dados da B3 o banco geralmente exige seguro como condição do contrato. Quem está fora desse grupo muitas vezes simplesmente não faz a conta do risco.

O segundo argumento é o otimismo. Acidente é algo que acontece com os outros. Até acontecer.


O mercado ficou mais caro de reparar

Um fator que mudou nos últimos anos e que ainda não entrou completamente no cálculo de quem resiste ao seguro: os veículos modernos ficaram significativamente mais caros de reparar. Sensores, câmeras de ré, sistemas de assistência ao motorista embutidos em para-choques e retrovisores, painéis eletrônicos: um impacto que antes era conserto de lataria virou substituição de componente eletrônico. O custo médio de reparo por sinistro subiu consistentemente nos últimos anos, e a tendência é de continuidade com a eletrificação crescente da frota.

Isso significa que o seguro que parecia caro há cinco anos pode estar precificado de forma diferente hoje, especialmente se você cotou uma vez e não revisou desde então. O mercado de seguro auto registrou queda de preços ao longo de 2025, e quem não pesquisou recentemente pode estar pagando mais do que precisa ou deixando de contratar baseado num valor desatualizado.


O que acontece quando o outro não tem seguro

Esse é o ponto que menos aparece na conversa sobre seguro auto e que mais impacta quem já tem cobertura. Num acidente em que o outro veículo não tem seguro e o motorista não tem condições financeiras de arcar com os danos, as opções para quem foi atingido são limitadas: acionar o próprio seguro — se a apólice incluir cobertura para esse caso — ou entrar na justiça contra alguém que provavelmente não tem como pagar.

A cobertura de colisão com veículo não identificado, perda total por acidente com terceiro sem seguro e danos causados por veículos furtados existem exatamente para esse cenário. E num país onde 7 em cada 10 carros não têm seguro, esse cenário não é exceção. É estatisticamente provável.

Revisar a apólice uma vez por ano, ou cotar pela primeira vez se você ainda não tem, não é uma decisão financeira complexa. É fazer a conta certa antes que alguém faça ela por você, na pior hora possível.

A Ravicor compara as condições das principais seguradoras do mercado e indica a cobertura mais adequada para o seu perfil. Entre em contato e veja o que faz sentido para o seu carro.


 
 
 

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