Seguro de carro por quilômetro: você paga só pelo que usa. Entenda como funciona.

A maioria das pessoas paga o seguro do carro como se usasse o veículo todos os dias, durante todo o ano. Mas e quem trabalha em casa, usa o carro só nos fins de semana, tem um segundo veículo que roda pouco ou mora numa cidade onde o transporte público resolve boa parte da rotina? Para esse perfil, existe um modelo diferent, e ele ainda é pouco conhecido no Brasil.
O seguro por quilometragem, também chamado de pay per use, funciona com uma lógica simples: você paga uma assinatura mensal fixa, geralmente mais baixa que um seguro convencional, e uma taxa adicional por cada quilômetro rodado. Quem usa pouco, paga pouco. A cobertura é equivalente à de um seguro tradicional (colisão, roubo, danos a terceiros, assistência 24h) mas o custo é proporcional ao uso real do veículo.
A tecnologia por trás é uma combinação de aplicativo e telemetria. Um dispositivo instalado no carro ou o próprio smartphone registra a quilometragem e transmite os dados para a seguradora em tempo real. O valor da fatura do mês reflete exatamente o que você rodou, sem estimativas, sem cobrança por uso que não aconteceu.
Para quem faz sentido
O perfil mais beneficiado é quem roda menos de 1.000 km por mês. Quem trabalha remotamente e usa o carro apenas para atividades pessoais, quem tem dois carros e um deles fica parado com frequência, ou quem mora em cidade grande e combina o carro com transporte público no dia a dia. Para esse público, um seguro convencional, calculado com base em estimativas de uso médio, pode representar um custo desproporcional ao risco real.
Por outro lado, quem usa o carro intensamente, roda mais de 2.000 km por mês ou depende do veículo para trabalhar, provavelmente não sai ganhando com o modelo por quilometragem. Nesses casos, um seguro convencional bem calibrado para o perfil tende a ser mais vantajoso.
Como está o mercado no Brasil
O pay per use ainda é uma novidade no mercado brasileiro. O produto existe e já está disponível, mas é distribuído principalmente por insurtechs, startups de tecnologia voltadas para o setor de seguros, com venda direta ao consumidor, sem passar pelo canal tradicional de corretores.
As grandes seguradoras do mercado estão de olho no modelo e já sinalizam que a personalização por uso é uma das principais tendências do seguro auto para os próximos anos. Mas o produto ainda não está estruturado para distribuição ampla no mercado brasileiro da mesma forma que um seguro convencional.
O que vale prestar atenção
Antes de migrar para um seguro por quilometragem, vale comparar o custo total projetado (assinatura fixa mais a estimativa de km mensais) com o valor de uma apólice convencional cotada para o seu perfil real de uso. Em alguns casos, um seguro tradicional com franquia ajustada e coberturas personalizadas pode sair mais barato do que parece.
O mercado de seguro auto está evoluindo para modelos cada vez mais flexíveis e personalizados. O pay per use é um sinal dessa direção. Se você usa pouco o carro e quer entender qual modelo de seguro faz mais sentido para o seu perfil, vale a conversa com um corretor antes de renovar automaticamente mais um ano da mesma apólice.
🔗 Fonte: https://thinkseg.com/seguro-auto/




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