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Vendavais quase toda semana... O seguro empresarial que não cobre eventos climáticos pode não estar cobrindo seu principal risco.

Foto do escritor: Renan Batista
Renan Batista
6 de ago.
3 min de leitura

Quem acompanhou os alertas meteorológicos desta semana sabe que o assunto não é hipotético. Vendavais, granizo e tempestades já estão no radar da Defesa Civil para o Sudeste e Sul do país. E o cenário que vem por aí é mais pesado.

O boletim conjunto do INMET, INPE, ANA e CEMADEN divulgado em junho confirma: a probabilidade de permanência do El Niño é superior a 90% até pelo menos o início de 2027, com alta probabilidade de que o fenômeno atinja intensidade muito forte entre a primavera e o verão de 2026. Para o Sul e Sudeste, onde está concentrada boa parte da atividade empresarial do país, a previsão é direta: vários eventos de temporal e tempo severo, com ventania e granizos, devem se repetir nas próximas semanas, com chuvas acima do normal em toda a região.

Para empresas que têm imóvel, estoque, equipamentos ou operação física, isso não é apenas uma previsão meteorológica. É uma janela de risco com data marcada.


O que a apólice básica geralmente não cobre

O seguro empresarial padrão inclui, na cobertura básica, incêndio, raio e explosão. Vendaval, granizo, alagamento e danos por chuva são coberturas adicionais, contratadas separadamente, e que uma parcela significativa das empresas simplesmente não incluiu na apólice.

A confusão é comum: muitos empresários assumem que "seguro empresarial" cobre qualquer tipo de sinistro. Na prática, a apólice básica foi desenhada para proteger contra os riscos mais frequentes historicamente, e eventos climáticos extremos ficaram por muito tempo na categoria de "exceções imprevisíveis". Com o padrão climático atual, essa lógica não faz mais sentido.

Um telhado destruído por granizo, um estoque alagado por chuva intensa, equipamentos danificados por sobrecarga elétrica após uma tempestade: cada um desses sinistros pode não estar coberto numa apólice que parece completa mas foi contratada sem as extensões de cobertura climática.


O dado que coloca o Brasil no mapa de risco

O gap de proteção do Brasil para catástrofes naturais permanece em 93%, o segundo pior entre 14 países analisados pela Susep. Isso significa que 93% dos prejuízos causados por eventos climáticos no país não são cobertos por seguro. É um número que contextualiza o que aconteceu no Rio Grande do Sul em 2024: uma catástrofe de dezenas de bilhões de reais, com uma fração mínima coberta por apólices.

Para empresas no ABC Paulista e região metropolitana de São Paulo, o risco não é abstrato. A região está entre as mais afetadas por eventos de chuva intensa e vendaval nos últimos anos, com ocorrências registradas em praticamente todas as estações.


O que vale verificar agora

A revisão da apólice antes de um sinistro é sempre mais barata do que a constatação depois. Vale abrir o contrato e verificar especificamente se estão incluídas: cobertura de vendaval e granizo, cobertura de alagamento (diferente de enchente, que tem definição técnica específica), danos elétricos causados por tempestade, e cobertura de equipamentos eletrônicos para danos decorrentes de variação de energia.

Se qualquer uma dessas coberturas estiver ausente, a inclusão via endosso é simples e o custo adicional é proporcional ao risco coberto. O que não é simples é descobrir essa ausência depois de um telhado destruído ou um estoque perdido.

O clima está avisando com antecedência. A apólice precisa estar calibrada para o risco que existe agora, não para o que existia quando foi assinada.

A Ravicor faz revisão de apólices empresariais e pode verificar se a sua cobertura está adequada ao cenário climático atual. Entre em contato antes que o próximo vendaval chegue.


 
 
 

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