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Carros elétricos e híbridos: as vendas aumentaram e os ladrões perceberam

  • Foto do escritor: Renan Batista
    Renan Batista
  • 27 de abr.
  • 2 min de leitura

Em São Paulo, o número de roubos e furtos de carros elétricos e híbridos dobrou em um ano. Foram 44 casos em 2024, 88 em 2025, segundo levantamento da Ituran. No Rio de Janeiro, o aumento foi de 79% só entre março de 2025 e março de 2026.

O dado que chama atenção, porém, não é o volume. É a proporção. Segundo o SindSeg RJ/ES, a frequência de roubo e furto entre veículos elétricos e híbridos já supera a de carros a combustão: 3,85% contra 2,17% na frota segurada do estado.


A lógica é simples. A bateria de um elétrico pode valer sozinha mais do que muitos carros populares inteiros. Peças do sistema híbrido têm alta demanda no mercado paralelo. E os criminosos se adaptaram: a Ituran relata que hoje eles entram no veículo, entendem a codificação e clonam a chave antes de levar o carro — diferente do método agressivo que era mais comum com veículos a combustão.


O crescimento da frota alimenta o problema. O Brasil vendeu mais de 35 mil unidades eletrificadas em março de 2026: alta de 42% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Mais carros na rua significa mais alvos, mais interesse do mercado ilegal, e naturalmente mais sinistros.


O impacto no seguro já é visível. Quem compra um elétrico ou híbrido precisa verificar se a apólice cobre a bateria: o componente mais caro do veículo, e que nem sempre está incluído automaticamente. Precisa confirmar se há assistência 24h especializada para pane elétrica. E dependendo da região onde circula, pode estar pagando menos do que deveria pagar, o que soa bem até o momento do sinistro.


O mercado eletrificado não vai desacelerar. Mas o setor de seguros ainda está calibrando os riscos desse novo perfil de veículo. Quem comprou um elétrico ou híbrido nos últimos dois anos deveria revisar a apólice antes que o mercado ajuste os preços e a ocasião.


 
 
 

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