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O Brasil virou alvo preferencial do crime digital e a maioria das empresas ainda não tem seguro.

  • Foto do escritor: Renan Batista
    Renan Batista
  • 22 de jun.
  • 2 min de leitura


Em abril de 2026, as empresas brasileiras sofreram em média 4.118 ataques cibernéticos por semana. O número representa um crescimento de 46% em relação ao mesmo período do ano anterior e fica muito acima da média global, estimada em 2.201 ataques semanais por organização.

Não é exagero dizer que o Brasil virou epicentro do crime digital na América Latina. Em 2025, o país registrou 315 bilhões de tentativas de ataque cibernético e concentrou 84% de todas as investidas digitais contra empresas da região. Os alvos não são só grandes corporações. Pequenas empresas têm o dobro de probabilidade de sofrer ataques em comparação com organizações de grande porte, principalmente por conta de recursos limitados para investir em proteção digital.

O ataque mais comum tem nome: ransomware. Funciona assim, criminosos invadem os sistemas da empresa, bloqueiam o acesso aos dados e cobram um resgate para devolver o controle. No primeiro semestre de 2025, os ataques de ransomware no Brasil aumentaram 25%, com mais de 3.600 incidentes registrados. Um estudo da Sophos indica que 73% das empresas brasileiras afirmaram ter sido vítimas desse tipo de ataque.

O custo não é só o resgate. Uma paralisação de três dias por ataque cibernético pode representar perda de faturamento, contratos cancelados, dados de clientes expostos e multas por descumprimento da LGPD. Para uma empresa de médio porte, esse cenário pode ser irreversível.

E ainda assim, 73% das empresas brasileiras ainda não contrataram seguro contra riscos cibernéticos. Não porque o produto não existe. Porque a maioria ainda não percebeu que o risco chegou.

O que o seguro cibernético cobre na prática

O produto varia conforme a apólice, mas as coberturas principais incluem os custos de resposta ao incidente, ou seja, a equipe especializada acionada nas primeiras horas após o ataque para conter o dano. Inclui também a recuperação de dados, a investigação forense para entender como a invasão aconteceu, a responsabilidade civil por vazamento de dados de terceiros e a cobertura para interrupção de negócios: o faturamento que a empresa deixa de ter enquanto os sistemas estão fora do ar.

Há apólices que cobrem ainda o valor do resgate exigido em ataques de ransomware e os custos de comunicação com clientes afetados, exigidos pela LGPD em caso de vazamento.

Para quem é esse seguro?

A resposta curta é: qualquer empresa que dependa de sistemas digitais para operar. Isso inclui quem emite nota fiscal eletrônica, guarda dados de clientes, usa ERP ou sistema de gestão, recebe pagamentos online ou tem funcionários acessando sistemas remotamente.

Segundo o IBEF-PR, os ataques cibernéticos lideram o ranking de riscos empresariais para 2026, superando pela primeira vez ameaças tradicionais como instabilidade econômica e crises políticas. Esse dado muda a natureza da conversa. Não é mais uma questão de tecnologia. É uma questão de continuidade do negócio.

O custo de uma apólice básica para uma pequena empresa pode ser inferior ao seguro do carro da diretoria. O custo de uma paralisação por ataque, sem cobertura, pode encerrar a operação.

A Ravicor oferece consultoria e contratação de seguro cibernético para empresas de qualquer porte. Se você quer entender qual cobertura faz sentido para o seu negócio, é só entrar em contato.

 
 
 

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