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Roubo de carga caiu. Mas o prejuízo, não.

  • Foto do escritor: Renan Batista
    Renan Batista
  • 7 de mai.
  • 1 min de leitura

Em 2025, o Brasil registrou 8.570 ocorrências de roubo de carga: queda de 16,7% em relação ao ano anterior. Na Baixada Santista, a redução foi ainda mais expressiva: 84,6% no primeiro trimestre de 2026, o menor índice desde 2002.

Os números animam. Mas o prejuízo direto do setor ainda chegou a R$ 900 milhões no ano passado. Possivelmente mais de R$ 1 bilhão se considerados os custos indiretos: seguros, rastreamento, rotas alternativas, atrasos.

O crime diminuiu. E ficou mais sofisticado.

As quadrilhas migraram das rodovias para os centros urbanos. Trocaram a abordagem na estrada pela interceptação durante a entrega. Priorizam cargas de alta liquidez (alimentos, combustíveis, eletrônicos, medicamentos) e atuam com inteligência sobre rotas e horários.

Para a transportadora, isso muda o cálculo do risco. Uma apólice contratada há três anos foi desenhada para um perfil de crime diferente. Se o RC-DC não reflete a operação atual — tipo de carga, trajetos, pontos de entrega — a cobertura existe no papel, mas pode não funcionar na hora certa.

A queda nas estatísticas não reduz a exposição de quem está na estrada. Reduz o número de vítimas. Quem não estava coberto do jeito certo continua não estando. Fonte: NTC&Logística / Caminhões & Carretas www.caminhoes-e-carretas.com/2026/04/roubos-de-carga-brasil-2025.html

 
 
 

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