Seu seguro residencial cobre enchente? A resposta provavelmente vai te surpreender.
- Renan Batista
- 1 de jun.
- 2 min de leitura

O número de eventos climáticos no Brasil cresceu nos últimos anos. Entre 2015 e 2019 a média anual foi de cerca de 2.500 ocorrências. Entre 2020 e 2024 a média subiu para aproximadamente 4.500 por ano. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro: a lista de cidades afetadas por chuvas intensas nos últimos dois anos é longa o suficiente para que ninguém mais trate isso como exceção.
E ainda assim, apenas 20% das residências no Brasil têm seguro residencial. Entre essas, menos de 0,14% incluem cobertura contra alagamentos e enchentes.
O problema não é só a baixa adesão ao seguro. É que quem tem seguro muitas vezes assume que está coberto para esse tipo de evento, e não está. A cobertura básica de um seguro residencial protege contra incêndio, raio e explosão. Alagamento e enchente são coberturas adicionais, contratadas separadamente, e que a maioria dos segurados simplesmente não escolheu na hora de assinar a apólice.
Tem ainda um detalhe que gera confusão: enchente, alagamento e inundação não são a mesma coisa dentro de uma apólice de seguro. A cobertura pode variar conforme a origem da água. Uma apólice que cobre alagamento pode não cobrir enchente, e vice-versa. Esses termos têm definições técnicas que determinam se o sinistro será indenizado ou não.
A SUSEP incluiu o tema como prioridade no Plano de Regulação 2026, com a intenção de estruturar produtos mais robustos para ampliar a cobertura e fortalecer a resiliência financeira do país. O mercado está respondendo a uma lacuna que sempre existiu. O problema é que a maioria das pessoas só vai descobrir essa lacuna no pior momento possível.
Se você tem seguro residencial e mora em região de risco, vale abrir a apólice agora e verificar o que está de fora. Essa conversa com o corretor dura vinte minutos. O sinistro sem cobertura pode durar anos. 🔗 Fonte: https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/prejuizo-com-enchente-quando-o-seguro-indeniza-e-quando-nao/




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